domingo, 30 de setembro de 2012

A política Externa independente



               A política Externa independente


Entre meados da década de 1950 e o início dos anos 1960 muitas foram as novidades que pontuaram o cenário internacional. Divergências registradas no interior do bloco capitalista e do bloco socialista paulatinamente arrefeciam a competição Leste-Oeste e, desta forma, aumentavam o grau de permissibilidade do sistema e mesmo de contestação ao status. Dentre alguns exemplos, destacam-se a formação do Movimento dos Não-Alinhados, por ocasião da Conferência de Bandung (1955), e a realização de sua Primeira Reunião de Cúpula, em 1961, quando seus membros rejeitaram o alinhamento ideológico com as principais potências como opção de política externa.

O governo de Jânio Quadros



              O governo de Jânio Quadros


Jânio chegou à presidência da República de forma muito veloz. Em São Paulo, exerceu sucessivamente os cargos de vereador, deputado, prefeito da capital e governador do estado. Tinha um estilo político exibicionista, dramático e demagógico. Conquistou grande parte do eleitorado prometendo combater a corrupção e usando uma expressão por ele cunhada: varrer toda a sujeira da administração pública. Por isso o seu símbolo de campanha era uma vassoura.

Governo Juscelino: “50 anos em 5”



         Governo Juscelino: “50 anos em 5”

Em 31 de janeiro de 1956, Juscelino Kubitschek de Oliveira tomou posse da presidência da República, tendo como vice João Goulart. Com ele, o Brasil viveu anos de otimismo embalados pelo sonho da construção de Brasília, a nova capital do país. No dia seguinte à posse, Juscelino anunciou a arrancada desenvolvimentista, baseada no ambicioso Plano de Metas (com o famoso slogan "50 anos em 5"), com 31 objetivos subdivididos em: energia, transporte, alimentação, indústria de base, educação e a mudança da capital para o interior.

Lott garante a posse de JK



                 Lott garante a posse de JK

Em 1933, após a morte do governador de Minas Gerais Olegário Maciel, o então Presidente da República Getúlio Vargas nomeou Benedito Valadares para o cargo. Benedito Valadares nomeou Juscelino para o cargo de chefe-de-gabinete, mas ele recusou. Fato é que Benedito foi até o hospital militar onde JK estava, lá ele homenageou o ex-governador Olegário e anunciou o seu novo chefe-de-gabinete: Juscelino Kubitchek. JK conta que foi nomeado na marra. No cargo, resolvia vários problemas conversando com as autoridades. Em Diamantina, por exemplo, conseguiu abrir estradas e preservar edifícios históricos. Nessa época construiu a sua primeira obra pública, uma ponte sobre o ribeirão do Inferno, ligando Diamantina a cidade de Rio Vermelho.

A queda de Vargas



                        A queda de Vargas

A partir de 1942, o governo Vargas começou a se movimentar no sentido de preparar a transição controlada de um Estado autoritário para um regime mais aberto. Mas a transformação do Estado Novo passava também pela formulação de uma estratégia para enfrentar a questão político-eleitoral. No interior do governo, surgiram propostas variadas, todas preocupadas em criar mecanismos de transição seguros que mudassem o regime mas mantivessem o poder nas mãos de Vargas.

Populismo (Dutra)



                                          Populismo (Dutra)


O período da história republicana do Brasil que vai da queda do Estado Novo (1945) ao movimento militar de 1964 é caracterizado como populismo. O populismo, entretanto, não foi um fenômeno político exclusivamente brasileiro, mas latino-americano, que floresceu no período pós-guerra. O termo populismo foi tomado de empréstimo à história política da Europa e serviu para designar, no século XIX, um movimento revolucionário russo conhecido como narodniki. Ao mesmo tempo em que foi expressão da crise da forma oligárquica de governo, típica da República Velha, representou também a democratização do Estado, embora apoiado no autoritarismo.